CH25080 – O MAR QUE NOS FORMA: ANCESTRALIDADE AFRICANA E O SAGRADO DAS ÁGUAS
RESUMO
O presente trabalho insere-se na temática “Culturas Oceânicas” e propõe uma abordagem crítica e interdisciplinar sobre o mar como espaço simbólico e sagrado nas religiões de matriz africana. Partindo da Lei 10.639/2003 e do reconhecimento da diversidade étnico-racial e religiosa do Brasil, o projeto busca valorizar as expressões culturais afro-brasileiras e contribuir para o enfrentamento do racismo e da intolerância religiosa. O objetivo principal é promover uma reflexão sobre o oceano como território de memória, espiritualidade e ancestralidade, especialmente na figura de Iemanjá e outras entidades aquáticas do Candomblé e da Umbanda. A metodologia adotada foi dialógica e participativa, amparado pelo pensamento de autores como Kabengele Munanga e Achille Mbembe, análise de músicas e vídeos, rodas de conversa e oficinas artísticas. Entre os procedimentos esperados, destacam-se a representação de um altar simbólico através de imagens, produção de colagens, poemas, dinâmicas. Espera-se com este trabalho a ampliação do conhecimento sobre a cultura afro-brasileira, maior sensibilização da comunidade escolar quanto ao respeito à diversidade religiosa, além do fortalecimento das identidades dos(as) participantes. O projeto resultará na construção de um stand para a Feira de Ciências do IFSP Campus Matão, que articula arte, filosofia, ciência e educação em uma experiência estética e reflexiva. Conclui-se que ações educativas como esta são fundamentais para promover o protagonismo estudantil, a valorização da ancestralidade negra e a construção de práticas pedagógicas antirracistas e inclusivas. Esperamos que o projeto possa abrir caminhos para futuros trabalhos que articulem espiritualidade, identidade e cultura no espaço escolar.
PALAVRAS-CHAVE
ancestralidade; intolerância religiosa; cultura afro-brasileira;